Cientistas solucionam morte em série de abelhas nos EUA
Publicidade
DO "NEW YORK TIMES"
A combinação de um fungo com um vírus é a provável solução do mistério por trás das mortes de abelhas nos Estados Unidos --desde 2006, entre 20% e 40% das que viviam em criações no país morreram sem causas claras.
A conclusão é de estudo publicado no jornal científico "PLoS One" por cientistas do Exército americano em Maryland e entomologistas (especialistas em insetos) de Montana.
Os culpados até então pelos "colapsos" nas colônias de abelhas iam de pesticidas a comida geneticamente modificada. A pesquisa encontrou a combinação de um vírus baseado em DNA e um fungo chamado N. ceranae em todas as colônias de abelhas estudadas. Os especialistas sugerem que, sozinho, nenhum dos agentes á capaz de matar as abelhas; juntos, são fatais.
Os pesquisadores usaram um sistema desenvolvido pelo Exército americano, que busca as proteínas únicas em uma amostra e então identifica um vírus ou outra forma de vida microscópica baseada nessas proteínas.
O modo exato de como a combinação mata as abelhas permanece incerto, os pesquisadores dizem. Mas há pistas sólidas: tanto o vírus quanto o fungo proliferam em tempo frio e úmido, e ambos fazem seu trabalho sujo no intestino da abelha, sugerindo que a nutrição do inseto é de alguma forma comprometida.
Uma dificuldade para solucionar o colapso das colônias, segundo os cientistas, é que as abelhas não apenas morrem --elas voam da colmeia em todas as direções, e então morrem sozinhas e dispersas. Isso dificulta a realização de um grande número de autópsias de abelhas, para tentar encontrar as causas das mortes.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Semana da Proteção à Fauna
De 04 a 10 de outubro inicia a semana de Proteção a Fauna.
Vamos pensar em divulgar programas neste sentido.
Vamos pensar em divulgar programas neste sentido.
Programa oficial pretende recuperar e proteger o que resta do Cerrado
Pequizeiro em flor na Chapada do Guimarães (MT)
Links relacionados
Resumo executivo do PPCerrado
Texto na íntegra
Foi detalhado ontem (15/9) o programa nacional para tentar reduzir o desmatamento, as queimadas e incêndios e as perdas de recursos naturais no Cerrado. Os planos do governo prevêem investimentos de 340 milhões de reais do orçamento federal para colher resultados até 2020, como a redução em 40% das emissões de gases que ampliam o efeito estufa e aquecem o planeta a partir do desmatamento do Cerrado. Mais de 65% dos recursos - ou 224 milhões de reais - serão direcionados ao fomento de atividades produtivas sustentáveis.
O leque de ações é voltado para as áreas com maior índice de desmatamento e as mais ricas em biodiversidade e recursos hídricos. A estratégia envolve a criação de mais 25 mil quilômetros quadrados (Km2) em parques nacionais e outras unidades federais de conservação, a homologação e demarcação de 5,8 milhões de hectares em terras indígenas e o zoneamento ecológico-econômico de todo o bioma, além de apoiar os oito estados que englobam o Cerrado a realizarem zoneamentos próprios.
Apenas 8,24% (168 mil Km2) do Cerrado estão hoje oficialmente protegidos. As terras indígenas homologadas ou regularizadas somam 4,39% (89,4 mil Km2) da área total do bioma. Como parte da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas, o Brasil se comprometeu a abrigar ao menos 10% do Cerrado em unidades de conservação até o fim deste ano.
O WWF-Brasil fará uma análise completa do programa governamental, mas a avaliação inicial da secretária-geral da entidade, Denise Hamú, é de que pela primeira vez o Cerrado ganha maior atenção em políticas públicas federais.
“O Cerrado era tradicionalmente visto como o ‘patinho feio’ entre outros biomas brasileiros, como uma área livre para a expansão de fronteiras econômicas em bases insustentáveis. Mas a região é uma das mais ricas no mundo em biodiversidade e fonte de recursos indispensáveis ao bom desenvolvimento do Brasil. Deixar o Cerrado morrer é perder patrimônio natural e prejudicará inclusive a proteção da Amazônia”, ressaltou Denise Hamú.
Cerca de um quarto do território brasileiro é ocupado pelo Cerrado, que faz uma espécie de “meio-de-campo” entre a maioria dos biomas terrestres do país. Ele é responsável por fornecer sete em cada dez litros da água que flui pelas bacias dos rios Araguaia, Tocantins, São Francisco, Paraná e Paraguai, essas últimas vitais para a sobrevivência do Pantanal. Estima-se que 5% da biodiversidade mundial esteja no Cerrado.
Os planos federais incluem a recuperação de oito milhões de hectares de pastagens degradadas a partir da oferta de linhas de crédito rural, da ampliação de fundos constitucionais do Centro-Oeste e Nordeste para financiar plantios voltados a sistemas agroflorestais e à produção de matéria-prima para a siderurgia. O governo espera ampliar em 3,2 milhões de hectares as plantações destinadas à produção de carvão vegetal.
Também está previsto o pagamento por serviços ambientais no Cerrado, após a aprovação e regulamentação de projeto de lei em tramitação no Congresso, mais fiscalização contra ilegalidades em rodovias e entroncamentos e o treinamento de 4,5 mil brigadistas no combate a queimadas e incêndios. E ainda, o monitoramento por satélite do bioma deverá se tornar permanente e fornecer informações em “tempo real”, assim como já ocorre para a Amazônia.
O governo também abriu espaço aos povos indígenas na Comissão Nacional do Programa Cerrado Sustentável (Conacer), que ganhou status executivo para se adequar ao plano nacional de combate às mudanças do clima.
16 Setembro 2010
© WWF-Brasil / Denise Oliveira
Links relacionados
Resumo executivo do PPCerrado
Texto na íntegra
Foi detalhado ontem (15/9) o programa nacional para tentar reduzir o desmatamento, as queimadas e incêndios e as perdas de recursos naturais no Cerrado. Os planos do governo prevêem investimentos de 340 milhões de reais do orçamento federal para colher resultados até 2020, como a redução em 40% das emissões de gases que ampliam o efeito estufa e aquecem o planeta a partir do desmatamento do Cerrado. Mais de 65% dos recursos - ou 224 milhões de reais - serão direcionados ao fomento de atividades produtivas sustentáveis.
O leque de ações é voltado para as áreas com maior índice de desmatamento e as mais ricas em biodiversidade e recursos hídricos. A estratégia envolve a criação de mais 25 mil quilômetros quadrados (Km2) em parques nacionais e outras unidades federais de conservação, a homologação e demarcação de 5,8 milhões de hectares em terras indígenas e o zoneamento ecológico-econômico de todo o bioma, além de apoiar os oito estados que englobam o Cerrado a realizarem zoneamentos próprios.
Apenas 8,24% (168 mil Km2) do Cerrado estão hoje oficialmente protegidos. As terras indígenas homologadas ou regularizadas somam 4,39% (89,4 mil Km2) da área total do bioma. Como parte da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas, o Brasil se comprometeu a abrigar ao menos 10% do Cerrado em unidades de conservação até o fim deste ano.
O WWF-Brasil fará uma análise completa do programa governamental, mas a avaliação inicial da secretária-geral da entidade, Denise Hamú, é de que pela primeira vez o Cerrado ganha maior atenção em políticas públicas federais.
“O Cerrado era tradicionalmente visto como o ‘patinho feio’ entre outros biomas brasileiros, como uma área livre para a expansão de fronteiras econômicas em bases insustentáveis. Mas a região é uma das mais ricas no mundo em biodiversidade e fonte de recursos indispensáveis ao bom desenvolvimento do Brasil. Deixar o Cerrado morrer é perder patrimônio natural e prejudicará inclusive a proteção da Amazônia”, ressaltou Denise Hamú.
Cerca de um quarto do território brasileiro é ocupado pelo Cerrado, que faz uma espécie de “meio-de-campo” entre a maioria dos biomas terrestres do país. Ele é responsável por fornecer sete em cada dez litros da água que flui pelas bacias dos rios Araguaia, Tocantins, São Francisco, Paraná e Paraguai, essas últimas vitais para a sobrevivência do Pantanal. Estima-se que 5% da biodiversidade mundial esteja no Cerrado.
Os planos federais incluem a recuperação de oito milhões de hectares de pastagens degradadas a partir da oferta de linhas de crédito rural, da ampliação de fundos constitucionais do Centro-Oeste e Nordeste para financiar plantios voltados a sistemas agroflorestais e à produção de matéria-prima para a siderurgia. O governo espera ampliar em 3,2 milhões de hectares as plantações destinadas à produção de carvão vegetal.
Também está previsto o pagamento por serviços ambientais no Cerrado, após a aprovação e regulamentação de projeto de lei em tramitação no Congresso, mais fiscalização contra ilegalidades em rodovias e entroncamentos e o treinamento de 4,5 mil brigadistas no combate a queimadas e incêndios. E ainda, o monitoramento por satélite do bioma deverá se tornar permanente e fornecer informações em “tempo real”, assim como já ocorre para a Amazônia.
O governo também abriu espaço aos povos indígenas na Comissão Nacional do Programa Cerrado Sustentável (Conacer), que ganhou status executivo para se adequar ao plano nacional de combate às mudanças do clima.
16 Setembro 2010
© WWF-Brasil / Denise Oliveira
Instituto Butantan de São Paulo produz soro contra o veneno de abelha
Instituto Butantan de São Paulo produz soro contra o veneno de abelha
26/9/2010 - Abelhas
As abelhas são fascinantes. Mas para evitar acidentes, é preciso ter cuidado.
Especialistas da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo dizem que, quando um adulto é picado por mais de duzentas abelhas, ele recebe uma quantidade de veneno suficiente para causar lesões no fígado, no coração e nos rins. Essas lesões podem à falência dos orgãos e à morte do paciente. Mas já existe um soro capaz de reverter esse quadro.
Nos últimos seis anos, a bióloga Keity Souza, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, orientada por um professor da Unesp de Rio Claro, trabalhou em parceria com o Instituto Butantan, que tem tradição na preparação de soros e vacinas, para retomar a antiga idéia de produzir um soro contra o veneno de abelhas.
Entrevista com Keity Souza/bióloga e pesquisadora:
" Este soro é produzido de forma similar como é produzido um soro antiofídico, para veneno de serpente. Você vai utilizar o próprio veneno de abelha, vai injetar no cavalo para induzir ele a produzir anticorpos específicos que vão combater as toxinas do veneno de abelha. Você vai induzir uma dose que não seja prejudicial para o cavalo, mas que seja suficiente para realizar essa resposta. Seria mais ou menos o que o seu organismo faria se ele tivesse tempo hábil. Mas você tem um ataque, muito veneno circulando, você não consegue produzir todos os anticorpos para combater as toxinas".
Entrevista com Ronaldo Ferreira/veterinário da Fazenda Butantan:
" O cavalo é um excelente produtor de imunoglobulinas, de anticorpos. Anticorpos é o que a gente busca na nossa produção, seja para qualquer tipo de soro, de abelhas ou de outro tipo. Eles não sofrem com as imunizações ,porque o veneno não produz envenenamento neles. Age como uma vacina, só para estimular a produção de anticorpos".
O soro vai combater o veneno das abelhas africanizadas, resultado do cruzamento das européias, as primeiras trazidas para o Brasil para a produzir mel, com as africanas. De acordo com os pesquisadores, elas produzem mais, mas são muito mais agressivas. E, ao contrário do que se poderia pensar, a maioria dos acidentes ocorre nas cidades.
Entrevista com Keity Souza/bióloga e pesquisadora:
"Muitas pessoas acham que a maioria dos acidentes acontecem em áreas rurais. Isso não é verdade. Acontece em áreas urbanas - geralmente porque o homem vai ocupando desordenadamente os espaços que as abelhas habitariam. Elas invadem as cidades e atacam as pessoas".
O Instituto Butantan produziu lotes da vacina em caráter experimental. O soro está patenteado e deve começar a ser utilizado em cerca de um ano, no hospital do Instituto Butantan, referência para estes casos.
Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli. Reportagem:Cláudia Tavares. Pauta:Marici Arruda. Imagens:Adilson de Paula, Alexandre Bissoli e Peterson Lourenço.Auxiliar de Câmera:Leandro Freitas. Operador de áudio:Silvinho Oliveira. Edição de Texto: Alexandre Redondo. Edição de Imagens: João Kralik
Fonte reporter eco
26/9/2010 - Abelhas
As abelhas são fascinantes. Mas para evitar acidentes, é preciso ter cuidado.
Especialistas da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo dizem que, quando um adulto é picado por mais de duzentas abelhas, ele recebe uma quantidade de veneno suficiente para causar lesões no fígado, no coração e nos rins. Essas lesões podem à falência dos orgãos e à morte do paciente. Mas já existe um soro capaz de reverter esse quadro.
Nos últimos seis anos, a bióloga Keity Souza, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, orientada por um professor da Unesp de Rio Claro, trabalhou em parceria com o Instituto Butantan, que tem tradição na preparação de soros e vacinas, para retomar a antiga idéia de produzir um soro contra o veneno de abelhas.
Entrevista com Keity Souza/bióloga e pesquisadora:
" Este soro é produzido de forma similar como é produzido um soro antiofídico, para veneno de serpente. Você vai utilizar o próprio veneno de abelha, vai injetar no cavalo para induzir ele a produzir anticorpos específicos que vão combater as toxinas do veneno de abelha. Você vai induzir uma dose que não seja prejudicial para o cavalo, mas que seja suficiente para realizar essa resposta. Seria mais ou menos o que o seu organismo faria se ele tivesse tempo hábil. Mas você tem um ataque, muito veneno circulando, você não consegue produzir todos os anticorpos para combater as toxinas".
Entrevista com Ronaldo Ferreira/veterinário da Fazenda Butantan:
" O cavalo é um excelente produtor de imunoglobulinas, de anticorpos. Anticorpos é o que a gente busca na nossa produção, seja para qualquer tipo de soro, de abelhas ou de outro tipo. Eles não sofrem com as imunizações ,porque o veneno não produz envenenamento neles. Age como uma vacina, só para estimular a produção de anticorpos".
O soro vai combater o veneno das abelhas africanizadas, resultado do cruzamento das européias, as primeiras trazidas para o Brasil para a produzir mel, com as africanas. De acordo com os pesquisadores, elas produzem mais, mas são muito mais agressivas. E, ao contrário do que se poderia pensar, a maioria dos acidentes ocorre nas cidades.
Entrevista com Keity Souza/bióloga e pesquisadora:
"Muitas pessoas acham que a maioria dos acidentes acontecem em áreas rurais. Isso não é verdade. Acontece em áreas urbanas - geralmente porque o homem vai ocupando desordenadamente os espaços que as abelhas habitariam. Elas invadem as cidades e atacam as pessoas".
O Instituto Butantan produziu lotes da vacina em caráter experimental. O soro está patenteado e deve começar a ser utilizado em cerca de um ano, no hospital do Instituto Butantan, referência para estes casos.
Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli. Reportagem:Cláudia Tavares. Pauta:Marici Arruda. Imagens:Adilson de Paula, Alexandre Bissoli e Peterson Lourenço.Auxiliar de Câmera:Leandro Freitas. Operador de áudio:Silvinho Oliveira. Edição de Texto: Alexandre Redondo. Edição de Imagens: João Kralik
Fonte reporter eco
sábado, 25 de setembro de 2010
Expedição Científica no Pantanal tenta salvar a Anta Brasileira
Expedição Científica no Pantanal tenta salvar a Anta Brasileira
Formato WindowsMedia
O maior mamífero nativo terrestre da América do Sul virou sinônimo de gente pouco inteligente. Uma injustiça. Dócil, exímia nadadora e mergulhadora, a anta é tão importante para o equilíbrio da mata que encantou esta engenheira florestal. Patricia Medici dedica a vida à conservação delas. É presidente de um grupo que reune profissionais de 27 países empenhados na proteção das quatro espécies mundiais.
A anta brasileira é considerada vulnerável em termos de ameaça de extinção. Corre perigo de desaparecer por causa do desmatamento, da fragmentação das florestas, da caça e dos atropelamentos. A equipe do Repórter Eco foi ao Pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, para mostrar este importante estudo sobre antas realizado pela ong Ipê, o Instituto de Pesquisas Ecológicas. A cerca de trezentos quilômetros de Campo Grande, na Fazenda Baía das Pedras, estão as armadilhas para capturar animais para o estudo. O sal e os frutos do Jatobá e do Baru funcionam como iscas. Mas desta vez quem caiu foi o Porco Monteiro.
Os pesquisadores rodam quilômetros para tentar capturar as antas nesta paisagem cheia de vida selvagem: Cervo do Pantanal, Raposas ou Lobinhos, Quatis, dezenas de pássaros, como o Colhereiro, esta enorme Sucuri, se movendo para entrar na água. Ela é a segunda maior serpente do mundo, só perde para a Píton, da Ásia. Chega a ter quatro metros de comprimento, mas não é venenosa. Ela se alimenta de peixes,aves e mamíferos.
À beira do poço onde as antas bebem água, é preciso checar a armadilha fotográfica. Uma anta andou por aqui. As fezes são coletadas para estudos da dieta e do DNA.
A anta é conhecida como jardineira da floresta porque faz muito pela biodiversidade. Se alimenta de frutos como este, da Palmeira Acuri e percorre longas distâncias. Quando defeca longe da planta mãe, dispersa sementes, promovendo o plantio de novas árvores. Ela come os brotos e galhos mais tenros de árvores como a Mamica de Cadela. Assim impede que determinadas espécies tomem conta das áreas de mata.
A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira nasceu como um projeto para estudar o animal na Mata Atlântica, em 96, no Pontal do Paranapanema, no oeste do estado de São Paulo. Desde 2008 os estudos começaram a ser realizados também aqui no Pantanal, para ver como o bicho se comporta em outro ambiente natural. As pesquisas científicas são fundamentais para orientar as ações que vão resultar na conservação da espécie.
A coordenadora do trabalho, que é conhecida como Patrícia das Antas, se pergunta o que seria da floresta sem elas.
Entrevista com Patrícia Medici/engenheira florestal e coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira .
"É um fóssil vivo, um animal que tem um histórico de eras e tem essa questão do animal ter tanta influência sobre a biodiversidade e a estrutura florestal."
Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli. Reportagem:Cláudia Tavares. Pauta: Paula Piccin. Imagens:José Elias.Operador de Áudio:Éder Della Torre.Edição de Texto:Alexandre Redondo. Edição de Imagens: João Kralik. GC Edição de Imagens João Kralik
Formato WindowsMedia
O maior mamífero nativo terrestre da América do Sul virou sinônimo de gente pouco inteligente. Uma injustiça. Dócil, exímia nadadora e mergulhadora, a anta é tão importante para o equilíbrio da mata que encantou esta engenheira florestal. Patricia Medici dedica a vida à conservação delas. É presidente de um grupo que reune profissionais de 27 países empenhados na proteção das quatro espécies mundiais.
A anta brasileira é considerada vulnerável em termos de ameaça de extinção. Corre perigo de desaparecer por causa do desmatamento, da fragmentação das florestas, da caça e dos atropelamentos. A equipe do Repórter Eco foi ao Pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, para mostrar este importante estudo sobre antas realizado pela ong Ipê, o Instituto de Pesquisas Ecológicas. A cerca de trezentos quilômetros de Campo Grande, na Fazenda Baía das Pedras, estão as armadilhas para capturar animais para o estudo. O sal e os frutos do Jatobá e do Baru funcionam como iscas. Mas desta vez quem caiu foi o Porco Monteiro.
Os pesquisadores rodam quilômetros para tentar capturar as antas nesta paisagem cheia de vida selvagem: Cervo do Pantanal, Raposas ou Lobinhos, Quatis, dezenas de pássaros, como o Colhereiro, esta enorme Sucuri, se movendo para entrar na água. Ela é a segunda maior serpente do mundo, só perde para a Píton, da Ásia. Chega a ter quatro metros de comprimento, mas não é venenosa. Ela se alimenta de peixes,aves e mamíferos.
À beira do poço onde as antas bebem água, é preciso checar a armadilha fotográfica. Uma anta andou por aqui. As fezes são coletadas para estudos da dieta e do DNA.
A anta é conhecida como jardineira da floresta porque faz muito pela biodiversidade. Se alimenta de frutos como este, da Palmeira Acuri e percorre longas distâncias. Quando defeca longe da planta mãe, dispersa sementes, promovendo o plantio de novas árvores. Ela come os brotos e galhos mais tenros de árvores como a Mamica de Cadela. Assim impede que determinadas espécies tomem conta das áreas de mata.
A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira nasceu como um projeto para estudar o animal na Mata Atlântica, em 96, no Pontal do Paranapanema, no oeste do estado de São Paulo. Desde 2008 os estudos começaram a ser realizados também aqui no Pantanal, para ver como o bicho se comporta em outro ambiente natural. As pesquisas científicas são fundamentais para orientar as ações que vão resultar na conservação da espécie.
A coordenadora do trabalho, que é conhecida como Patrícia das Antas, se pergunta o que seria da floresta sem elas.
Entrevista com Patrícia Medici/engenheira florestal e coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira .
"É um fóssil vivo, um animal que tem um histórico de eras e tem essa questão do animal ter tanta influência sobre a biodiversidade e a estrutura florestal."
Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli. Reportagem:Cláudia Tavares. Pauta: Paula Piccin. Imagens:José Elias.Operador de Áudio:Éder Della Torre.Edição de Texto:Alexandre Redondo. Edição de Imagens: João Kralik. GC Edição de Imagens João Kralik
domingo, 2 de maio de 2010
Apresentações pré-projetos
Lembrando a todos que nos dias 12 e 13 de maio serão realizadas as apresentações dos pré-projetos dos alunos matriculados no estágio I, contamos com a praticipação de todos. atenciosamente
zelma
zelma
Seminários graduação
Olá Pessoal
nesta quarta (05/05) estaremos realizando o primeiro seminário sobre a reformulação do PPC do curso, neste momento serão apresentados as regulamentações sobre estágios, tcc e componentes flexiveis. Contamos com a presença de todos. Att
zelma
nesta quarta (05/05) estaremos realizando o primeiro seminário sobre a reformulação do PPC do curso, neste momento serão apresentados as regulamentações sobre estágios, tcc e componentes flexiveis. Contamos com a presença de todos. Att
zelma
Assinar:
Comentários (Atom)